Análise: Remember Me


Remember Me, lançado em junho de 2013 para PC, Xbox 360 e Playstation 3, é um jogo de ação (ou aventura, se preferirem).

Logo de começo, temos uma introdução muito interessante, nos explicando os conceitos do universo em que o jogo se passa. Essa introdução se passa por várias pessoas dando entrevistas dizendo como foi bom elas poderem reviver boas memórias quando quisessem. O jogo se passa em uma Paris futurista, a Neo-Paris, no ano de 2084. e se baseia nessa utopia onde a empresa Memorize criou um implante cerebral chamado Sensation Engine, ou Sensen, e praticamente todas as pessoas podem fazer upload de suas memórias e compartilhá-las pela internet; o que dá à Memorize um grau muito grande de controle da população, e com isso eles colocam o mundo em estado de vigilância, alegando que é para o bem de todos. Claro que nem todos são a favor de uma empresa ter tudo sob controle, e um grupo de rebeldes é criado, chamados de Erroristas
O universo em si é bem construído, com ótimos detalhes futuristas. Temos até robôs trabalhando para as pessoas.


A história começa com Nilin, a protagonista e uma errorista, que foi pressa e teve quase todas as suas memórias apagadas. Ao caminhar para a total dizimação do resto de suas memórias, um homem chamado Edge entra em contato com ela e auxilia na sua fuga. Esse homem é o lider do erroristas e diz precisar da ajuda dela para acabar com o controle da Memorize sobre a população. Ele a diz que ela era uma das melhores erroristas, com o dom tanto de roubar como remixar memórias das outras pessoas. A história tem seus bons momentos e bons plot-twists, mas o desfecho é bem morno.


O que percebemos no começo é como o jogo é bonito, seus gráficos são muito bem feitos, com detalhes incríveis de iluminação, de chuva e locais molhados. 
Um detalhe legal do jogo é que ele tenta ser variado, tenta nunca cair na repetição. Ele possui 8 capítulos, e no geral é um título curto, mas não acho que isso seja ruim. Ele termina antes de ficar repetitivo. 

Essa variação se dá pelo gameplay, dividido em 3 partes: a aventura, o combate e a remixagem de memórias.


A aventura tem nuances de um jogo de plataforma, e tem escaladas como a de Uncharted, mas elas são pouco inspiradoras, são muito mecânicas e muito fáceis. O jogo em si é bem linear, mas cheio de colecionáveis. Mas estes parecem estar presente só para encher linguiça e fazer você gastas um tempo a mais jogando.

O combate é inovador. Ele te dá liberdade para criar seus próprios combos, são chamados de Pressens divididos em sub-categorias como: Regen (cura); Power (dano); Chain (duplicação de pressens anteriores, dobrando seus valores) e Cooldown (regeneração dos S-Pressens). S-Pressens são os golpes especiais e vão sendo liberados conforme o progresso na campanha. Há também uma mecânica de tiro de projéteis, chamados de Spammer e Junk bolt
Geralmente esse tipo de jogo é jogado sempre na afobação e esmagamento de botões. Aqui não; há uma certa estratégia envolvida de acordo como você monta seus combos, e os botões devem ser pressionados cuidadosamente. São somente dois botões para ataque, um de pulo e outro de finalização. Os botões de cima são reservados à mecânica de tiro. É um sistema bem legal, mas demora para pegar o jeito da coisa. 
Os inimigos são seres chamados Leapers, seres humanos viciados em memórias e que absorveram tantas que seu Sensen ficou degenerado e eles adquiriram formas estranhas, e agora vivem no esgoto de Neo-Paris.


A remixagem de memórias é a parte mais legal do jogo. Há certos momentos na história em que você pode entrar na cabeça de uma pessoa, escolher uma memória e remixar ela. Isso se dá alterando as falhas de memória, partes que não são lembradas perfeitamente pela pessoa. As vezes se torna mais um processo de tentativa e erro, mas é muito interessante fazer algumas alterações e ver o que isso vai alterar ao final da memória.


A trilha sonora é muito boa, não esperava tanto.

O jogo foi bem recebido até, com notas medianas na mídia. Eu adoraria ver uma sequência, corrigindo todos os problemas, mas não acho que deva acontecer, pois ele vendeu bem pouco. O principal problema de Remember Me é que ele tenta por demais agradar a todos e ser variado, mas ele tenta demais, e o jogo acaba caindo no mais do mesmo.


Levando em conta tudo isso:

O que você deve lembrar:
- Conceito interessante de utopia;
- Gráficos muito bonitos;
- Sistema de combate inovador e interessante;
- Trilha sonora boa;
- Variação de jogabilidade;
- Variação de inimigos de combate

O que você NÃO deve lembrar:
- História interessante no começo, mas com desfecho muito meia boca;
- Colecionáveis, presentes só para encher linguiça;
- Campanha curta;
- Gameplay um pouco repetitivo;
- Câmera ruim, atrapalha muitas vezes;

Espero que tenham gostado da análise! Eu lembrarei de vocês em breve!

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